Foi durante uma noite de insônia que a psicoterapeuta corporal Adelaide Rotter, de Londrina, ''descobriu'' o Jin Shin Jyutsu. Acomodada na casa defamiliares em São Paulo, depois de passar o dia andando pela cidade, percebeu que estava tão cansada que não conseguia relaxar e dormir.
Encontrou por acaso na estante um livro sobre Jin Shin Jyutsu. Achou a palavra estranha, mas começou a ler o texto e a fazer a aplicação da técnica nos dedos. ''Fui fazendo e nem vi a hora em que dormi, e no dia seguinte acordei superbem'', lembra.
Quando voltou à Londrina, pesquisou sobre o assunto na Internet e desde então já fez o curso de auto-aplicação em Maringá, e outro para usar no seu trabalho, em São Paulo. ''Fiquei encantada pela delicadeza do método. Sempre procurei uma técnica que usasse a pulsação e o JSJ é um presente na minha vida. Aplico em mim, no marido, na filha, ensino para meus pacientes, e percebo que a recuperação das pessoas é mais rápida'', afirma.
Aos pacientes que estão angustiados ou com TPM, por exemplo, ela recomenda colocar a mão sob o peito, bem no centro do tronco. Outra postura que ensina é colocar as mãos na parte de trás dos joelhos para ajudar a minimizar cólicas. E essa é uma posição que também ajuda as coisas ''andarem'', ''irem para frente'', já que é o ponto da mobilidade. Mãos colocadas acima do joelho minimizam problemas no estômago, ensina, e na panturrilha ''mandam embora'' pânico, medo e ansiedade. ''Quero ainda aprender a fazer leitura do pulso, local que pelo estado energético é possível fazer uma 'radiografia' da saúde da pessoa'', ressalta.
Já a bióloga e praticante de JSJ Ivana Domingues conheceu a arte através da amiga Gaudência Anay Secco, que hoje também ministra o curso em Maringá. ''Foi assistindo TV que ouvimos falar do Jin Shin a primeira vez, há cerca de sete anos. A Gaudência foi então fazer um curso em Brasília e voltou entusiasmada. Resolvi conhecer também e trouxemos uma pessoa de Brasília para dar o curso de auto-aplicação. Desde então fizemos outros tantos cursos em São Paulo'', conta Ivana. As duas hoje são coordenadoras de um grupo de Jin Shin Jyutsu no Brasil.(C.P.)

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