Psicólogo e professor universitário é morto a tiro no Rio
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quinta-feira, 13 de abril de 2000
Por Roberta Pennafort 
Rio, 14 (AE) - Idealizador de um programa de paz no trânsito, o professor, psicólogo e integrante da diretoria da Universidade Gama Filho, Luiz Querolin Neto, de 42 anos, não escapou da violência. Ele foi morto com um tiro no coração ontem (13) à noite quando deixava a faculdade, na zona norte do Rio. A polícia acredita que Querolin tenha sido abordado por bandidos armados e se negado a entregar o carro.
Querolin foi socorrido por dois alunos, por volta das 21 horas, e morreu antes de chegar ao Hospital Salgado Filho, no Méier. Seu automóvel Vectra foi deixado no cruzamento onde ocorreu o crime - perto da Linha Amarela, via de grande movimentação que liga as zonas norte e oeste.
Considerado por alunos e professores uma pessoa amável e tranquila, Querolin dava aulas de Psicologia há dezessete anos e fez uma pesquisa sobre psicologia no trânsito, que seria transformada em curso de pós-graduação no mês que vem. Alunos disseram não acreditar que ele tenha reagido a um assalto. "Não era de sua natureza, tranquila e afável", disse o vice-reitor de Desenvolvimento, Sérgio Norbert. "Ele era um excelente professor e psicólogo, não merecia isso", afirmou uma aluna, que não quis revelar sua identidade.
Temor - Hoje os alunos da universidade reclamaram da falta de policiamento no local. Segundo eles, uma mulher já foi violentada em uma passarela que fica perto da faculdade. O subcomandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (Méier), Romeu Nascimento, disse que dois carros percorrem a região durante todo o dia, mas admitiu que pode intensificar o patrulhamento. "É importante que a comunidade notifique os casos de violência para que possamos agir", disse Nascimento, afirmando desconhecer o ataque na passarela.
Na Tijuca, o dono da empresa Federal Vigilantes foi encontrado morto com vários tiros na manhã de hoje. Segundo policiais do 1º BPM (Estácio), Magalhães - única identificação divulgada - estava nu sobre um sofá, na sala onde funciona a empresa, na Avenida Paulo de Frontin. A polícia acredita que tenha sido assalto seguido de morte.


