Brasília, 12 (AE) - A psicóloga Julieta Arsênio defendeu a obrigatoriedade de acompanhamento psicológico dos futuros motoristas ainda nos centros de formação de condutores (auto-escolas), hoje, durante o Fórum Nacional de Psicologia do Trânsito, em Brasília. Isso permitiria identificar, segundo ela, alterações de comportamento antes mesmo de o candidato estar habilitado. "Atualmente o psicólogo é um mero testador", disse
lamentando que o papel desse profissional fique restrito à aplicação de testes psicotécnicos.
A presidente do Conselho Federal de Psicologia, Ana Bock
afirma que as dificuldades enfrentadas pelos motoristas enquanto dirigem criam as condições para que pessoas agressivas tenham atitudes violentas em seus carros. "É preciso tomar decisões o tempo todo e limitações como congestionamentos, semáforos e vias de mão única são muitas", afirmou aNA, que também participa do fórum.
O trânsito serve de válvula de escape para as angústias e frustrações cotidianas, afirma a psicóloga Julieta. "O que é pior: brigar com a mulher ou xingar o vizinho no carro ao lado?", pergunta. A insatisfação pessoal nas relações familiares ou no trabalho, disse, resultam em comportamento agressivo no trânsito.
Para a presidente do conselho, atuar nos centros de formação de motoristas é apenas uma das formas que os psicólogos teriam de contribuir para melhorar o trânsito. "Fazer educativos nas escolas é outro caminho importante", destacou ela.

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