Brasília, 16 (AE) - A bancada do PSDB no Senado recuou e decidiu incluir o financiamento público de campanhas eleitorais entre os pontos prioritários da reforma política, mesmo sabendo que a medida contraria o governo. O relator da reforma, senador Sérgio Machado (PSDB-CE), havia excluído o financimento da lista de matérias que serão examinadas primeiramente pela Casa - por causa da crise econômica -, mas não teve como contestar os argumentos dos colegas.
Eles alegaram, na reunião realizada hoje à noite, que as contantes denúncias sobre desvio de recursos públicos para financiar campanhas eleitorais obrigavam o Congresso a tomar uma providência sobre o assunto. O caso do momento envolve os senadores Maguito Vilela (PMDB-GO), Íris Rezende (PMDB-GO) e o irmão dele e suplente, Oziel Carneiro (PMDB-GO).
O Ministério Público (MP) de Goiás examina as denúncias de que eles usaram recursos do Estado nas duas últimas campanhas eleitorais. A reforma política será desengavetada quinta-feira (18), com a aprovação de um requerimento assinado por todos os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), a votação da reforma não deve priorizar poucos ítens. "A soberania do Congresso não permite que se amarre a reforma em três ou quatro pontos", defendeu. ACM reconheceu, porém, que, sendo feita por pontos, será concluída mais rápido. ACM disse que tanto a reforma política quanto a tributária são prioritárias para o Congresso e serão feitas ao mesmo tempo.
Segundo ele, cada uma delas deve iniciar a tramitação por uma Casa. Nesse caso, os senadores encarregariam-se da reforma política, enquanto os deputados ficariam com a tributária.

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