PSDB tenta impor Aloysio Nunes para relatoria
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terça-feira, 30 de março de 1999
Por Nelson Breve 
Brasília, 31 (AE) - O PSDB ainda está tentando viabilizar a indicação do deputado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) para a relatoria da proposta de emenda constitucional que estabelece a reforma do Poder Judiciário. Os tucanos estão tentando um acordo com o PPB, o PT e os partidos minoritários para disputar a presidência da comissão caso não haja entendimento com o PMDB e o PFL para a indicação do relator. O PSDB não aceita como relator o deputado Jairo Carneiro (PFL-BA) e a deputada Nair Xavier Lobo (PMDB-GO) não foi confirmada na presidência da comissão hoje porque o PMDB e o PFL sozinhos não possuem os 16 votos suficientes para assegurar sua eleição.
"A reforma do Judiciário não pode ter um único interlocutor", afirmou há pouco o vice-líder do PSDB na Câmara, Jutahy Júnior (BA), referindo-se ao presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, líder político de Jairo Carneiro e autor do requerimento de abertura de uma CPI do Judiciário. "Não haverá interdependência", garantiu Carneiro. "Tenho obrigações com o presidente do Senado, mas os papéis são distintos", sustentou o deputado, que admitiu a indicação de três ou quatro sub-relatores dos partidos com maior representatividade da Câmara, inclusive do PT, para contornar o impasse.
"O relator será o Jairo Carneiro, não há outra hipótese", assegurou o vice-líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), argumentando que a indicação de um aliado do presidente do Senado para a relatoria da proposta de reforma do Judiciário "é uma demonstração da força eleitoral do PFL". O deputado Jutahy Júnior afirma, no entanto, que o adiamento da eleição da presidência da comissão mostra à sociedade que não haverá um interlocutor único do Congresso para os assuntos relativos ao Judiciário. "Mesmo que o relator seja mantido, já não terá o mesmo poder, pois a sociedade poderá recorrer aos sub-relatores para se manifestar perante a comissão", justificou.


