PSDB forma bloco com o PTB também no Rio
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2000
Por Wilson Tosta 
Rio, 25 (AE) - A exemplo do que aconteceu na Câmara dos Deputados, o PSDB fluminense deverá aprovar amanhã (26) a formação de uma aliança com o PTB, que poderá se materializar na criação de um bloco na Assembléia Legislativa e de uma coligação para disputar a prefeitura do Rio em 2000. A proposta de aproximação tem sido defendida pelo presidente de honra da legenda no Estado, ex-governador Marcello Alencar, e será discutida no conselho político da legenda, que se reúne à tarde. Na cidade, são pré-candidatos o tucano Ronaldo Cezar Coelho e o petebista Cesar Maia, que poderão se unir na disputa.
"Os movimentos nacionais do partido nessa direção estabeleceram, naturalmente, uma referência", disse Alencar. "Isso nos obriga a uma reflexão." Se concretizado, o bloco parlamentar na Assembléia terá dez deputados -seis tucanos e quatro trabalhistas- em 70 e vai se orientar pela oposição ao governador, Anthony Garotinho (PDT). Seria o início da união que poderia resultar também, para o ex-governador, em alianças nas eleições municipais nas cidades do interior do Estado, além da capital. "Minha idéia é começar pelo bloco", disse ele. "Hoje
Garotinho não tem oposição."
Alencar explicou que o fato de os dois partidos começarem a discutir uma aliança na Assembléia não significa necessariamente que desistem de ter candidaturas próprias. "Mas até isso pode acontecer", reconheceu. "A política não é instantânea." O ex-governador acha que, como as convenções ainda estão longe (o prazo se encerra no meio do ano), há tempo de, a partir do bloco parlamentar na Assembléia Legislativa, discutir as coligações.
"Há uma grande confusão nos partidos", disse Alencar. "O PPB está dividido, há a briga no PDT, a frente de esquerda se dissolveu." Maia disse hoje que não vê problemas em formar um bloco com os tucanos na Assembléia Legislativa e mesmo na Câmara Municipal do Rio, mas defendeu que as duas candidaturas continuem pelo menos até maio.
"Estamos com uma boa relação com o PSDB, mas os dois candidatos devem desenvolver suas campanhas, com revisões a cada dois meses", afirmou o petebista. "Se as candidaturas pegarem, continuam; se houver algum percalço para alguma delas, se não for viabilizada, discute-se a coligação." O ex-prefeito disse que o bloco na Assembléia deveria ser feito em bases programáticas, centrada na oposição ao governador. "Não se trata apenas de juntar gente", afirmou. "A Solange Amaral (deputada petebista) conversou sobre isso com o Paulo Melo (deputado tucano), mas ele está reticente, porque essa aproximação é pau puro no Garotinho, e ele (Melo) é muito ligado ao Sérgio Cabral Filho (presidente peemedebista da Assembléia, próximo do governador) não sei se a aproximação é da conveniência dos tucanos."


