São Paulo, 11 (AE) - A convenção do PSDB estadual aconteceu hoje em ritmo de campanha eleitoral. O vice governador Geraldo Alckimin foi aclamado, mais uma vez, como candidato do partido às próximas eleições municipais. O deputado federal Júlio Semeghini e o presidente do diretório paulista Mendes Thame, lançaram com total apoio do plenário, o nome do governador Mário Covas para disputar a presidência da República em 2002. Covas negou ser candidato. Disse que está "no fim da linha", com idade para aposentadoria. Garantiu que não abandonará a política, mas não disputará qualquer cargo de representação.
Covas disse que, embora admire a ex-prefeita Luiza Erundina, não tem qualquer lógica o PSDB procurá-la para apoiar a candidatura Alckimin, porque ela também deverá sair candidata à Prefeitura pelo PSB. Em seu discurso, Covas indiretamente atacou outro potencial candidato à Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Fernando Collor, dizendo, que na época em que o PSDB cogitou a possibilidade de apoiá-lo, ele se opôs porque, a Collor, faltavam duas caracteristicas que o governador julga essenciais a um político: caráter e apreço a democracia.
Coube ao ministro da Educação, Paulo Renato, criticar indiretamente o atual prefeito Celso Pitta. Paulo Renato disse que São Paulo está muito mal administrada, e o atual estado da cidade é fruto de muita "safadeza" e inexperiência administrativa.
O governador Mário Covas, ao comentar declarações do ministro Antonio Carlos Magalhães, sobe a preferência de São Paulo junto ao governo federal, minimizou qualquer possibilidade de atrito e disse que é amigo de ACM, pessoa que considera das mais inteligentes.
Eleição - Na convenção foi eleito o deputado estadual Edson Aparecido para a presidência do diretório estadual nos próximos dois anos. Aparecido vai substituir Mendes Thame, presidente do diretório nos últimos anos. Apenas a chapa encabeçada por Aparecido foi submetida a aprovação dos votantes.
Greve - Ainda na convenção, o governador Mário Covas disse que não acredita que os caminhoneiros entrem em greve a partir da meia noite de hoje, como tem sido anunciado. Covas disse que já houve um acordo entre caminhoneiros e governo do Estado, sobre pedágio, mas o próprio governador admitiu que o acordo não foi bem recebido nacionalmente. Os caminhoneiros querem redução nos valores dos pedágios e ameaçam paralisar as atividades para pressionar o governo. Segundo o governador, se os caminhoneiros pararem, o governo fará com que voltem a andar com a ajuda da polícia.

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