PSDB espera resolver divisão com indicação de Tápias
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segunda-feira, 06 de setembro de 1999
Por Rosa Costa e Isabel Braga 
Brasília, 07 (AE) - Alvo das atenções pela divisão existente no partido entre os chamados monetaristas e desenvolvimentista, o PSDB quer agora, com a indicação do terceiro nome para o Ministério do Desenvolvimento, Alcides Tápias, pôr um fim a esse tipo de debate.
A posição do ministro da Educação, Paulo Renato de Souza
apoiada pelos parlamentares tucanos, é de que não há espaço no partido do presidente Fernando Henrique Cardoso para nenhum tipo de disputa. Muito menos quando parte do princípio de que desenvolvimento e estabilidade sejam objetivos diferentes. "Não há queda-de-braço, não há debate", defendeu o ministro. "Temos que olhar a evolução do País em perspectiva de longo prazo".
O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), que nunca aceitou dividir o partido pela opinião de seus integrantes, continua insistindo em que desenvolvimentistas e monetaristas têm o mesmo propósito: fazer o País crescer e superar suas dificuldades. "E é isso o que o governo está buscando", afirmou.
O vice-presidente do PSDB, senador Paulo Hartung (ES), foi crítico ao avaliar o que resultou do debate dessas duas correntes. "Se fizermos uma análise fria da situação, vai ficar provado que o Ministério do Desenvolvimento foi depenado pelos últimos movimentos políticos e técnicos", disse. "Teria sido uma tarefa impossível para qualquer ministro".
Para o senador Pedro Piva (PSDB-SP), não apenas os tucanos, mas todos os parlamentares devem colocar um ponto final em discussões dessa natureza, que considera estéreis. "Precisamos, sim , é de paz para trabalhar e tocar o País pra frente", defendeu. Piva disse que se trata de "um dever de patriotismo" que trará resultados positivos para todos.
Segundo ele, se o governo e consequentemente o presidente Fernando Henrique saírem-se bem na gestão da economia
todo o País será beneficiado e não apenas o PSDB, como tentam fazer crer os que se enfileiraram nessas correntes de opinião.
No entender do senador álvaro Dias (PSDB-PR) não importa o rótulo de monetarista ou desenvolvimentista diante da "política monetarista" adotada pelo governo. Dias lembrou que essa posição levou a Executiva do PSDB do Paraná a adotar uma posição críticas com relação à condução da economia. Sobre o futuro do Ministério do Desenvolvimento, dentro desse quadro, ele previu que o melhor seria extingui-lo, diante das dificuldades em fazer o Brasil crescer "atrelado ao Ministério da Fazenda".


