PSDB de São Paulo pede a renúncia de Pitta12/Mar, 17:55 Por Marcus Lopes São Paulo, 12 (AE) - A bancada municipal do PSDB na Câmara vai pedir a renúncia do prefeito Celso Pitta (PTN). A decisão foi tomada hoje em reunião do diretório municipal do partido. Na reunião, os tucanos partiram para o contra-ataque e aproveitaram o momento político para associar novamente o prefeito e seu ex-padrinho político, Paulo Maluf (PPB). O ex-prefeito acusa o governador Mário Covas (PSDB) de estar por trás das denúncias feitas pela primeira-dama, Nicéa Pitta. "Todo mundo sabe que o Pitta é uma semente que foi germinada na gestão do Maluf", disse o presidente do diretório municipal do PSDB, João Câmara. "A Nicéa Pitta é maior de idade, primeira-dama e sabe muito bem o que está falando", completou. O deputado estadual Walter Feldman (PSDB) acredita que Maluf terá o maior prejuízo político na história. "É um elemento a mais em um oceano de problemas que ele já enfrenta", disse o deputado. Nota - Em uma nota à população, os diretores do partido exigem a renúncia imediata de Pitta e lembram que a atual gestão é uma continuidade da administração Maluf. "Ao longo dos últimos sete anos verifica-se uma forma de governo na cidade que se estruturou na prática da irresponsabilidade administrativa, na irregularidade dos métodos e na corrupção como forma de governabilidade do ex-prefeito Paulo Maluf e do atual Celso Pitta", diz a nota. Para os tucanos, a renúncia é a melhor maneira de garantir uma transição rápida do Executivo. "O impeachment é um processo muito longo e desgastante", explicou Câmara. Para Feldman, caso Pitta insista em parmanecer no cargo, terá dificuldades ainda maiores para governar. "Pode haver um movimento semelhante ao do ex-presidente Collor", disse o deputado, lembrando as manifestações antes do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992. Amanhã (13), os vereadores tucanos apresentarão a decisão do partido às demais bancadas de oposição na Câmara Municipal. No sábado, os parlamentares da oposição reuniram-se e decidiram pedir o afastamento do prefeito e do presidente da Câmara, Armando Mellão (PMDB). Segundo o líder do partido na Câmara, Aurélio Nomura, as oposições também devem organizar um movimento em conjunto com a sociedade civil. "Diante da desmoralização do governo é necessário um amplo movimento exigindo a renúncia já", afirmou Nomura. Os aliados do governador não acreditam que Covas tenha participação nas denúncias de Nicéa. "O Covas é um homem franco não fica articulando por trás", disse Feldman. Para ele, as acusações de Maluf tem o objetivo de criar uma cena política em torno do governador.