PSB de PE sobre debandada desde derrota de Arraes
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de agosto de 1999
Por Angela Lacerda 
Recife, 18 (AE) - O PSB pernambucano, que detinha a maior bancada federal do partido no País, sofre uma debandada desde a derrota eleitoral do ex-governador Miguel Arraes, presidente nacional da sigla, que não conseguiu se reeleger ao governo do Estado em 1998. Arraes preferiu não comentar o motivo da debandada. O que se diz nos bastidores é que os parlamentares não suportavam mais a concentração de poder nas mãos do deputado Eduardo Campos, neto de Arraes, e a letargia que tomou conta do partido depois da derrota de 1998.
Dos oito deputados federais eleitos em 1998, o PSB de Pernambuco perdeu cinco para o PSDB, PPS e PMDB. A quinta baixa na bancada federal foi anunciada hoje pelo deputado federal Pedro Eugênio, fiel aliado de Arraes. Ele confirmou o ingresso no PPS, que ocorrerá sexta-feira (20), na Assembléia Legislativa
com a presença do presidenciável Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda.
Na ocasião, também terão as fichas de filiação abonadas os socialistas Elias Gomes e João Lyra, respectivamente prefeitos de Cabo e Caruaru (PE); o ex-deputado federal Fernando Lyra - que vem sendo apontado como provável coordenador no Nordeste da campanha de Ciro à presidência; o ex-prefeito de Petrolina (PE) Fernando Bezerra Coelho - que concorreu como candidato a vice-governador na chapa de Arraes -, e o deputado federal Clementino Coelho.
A bancada estadual do PSB, originalmente integrada por 12 deputados estaduais, perdeu quatro para outras siglas, enquanto outros quatro anunciaram a saída. Assim, o partido deverá ficar reduzido a três deputados federais e quatro estaduais.
Abandonado por grande parte dos correligionários, Arraes lamenta as perdas, mas garante que o partido continuará lutando em favor das grandes massas desvalidas e do patrimônio nacional, fazendo oposição aos governos federal e estadual.
Na avaliação interna do partido, de acordo com o jornalista Evaldo Costa, assessor de Imprensa do PSB de Pernambuco, as saídas deveram-se basicamente a brigas decorrentes de disputas por bases eleitorais e à adesão de alguns parlamentares aos governos federal e estadual.


