O próximo passo - literalmente - da tecnologia para quem precisa de prótese é o chamado joelho biônico. O produto, segundo o fisioterapeuta Leonardo Fernandes dos Santos, de Londrina, ainda não está disponível para uso, mas já está em fase de testes dentro e fora do Brasil. ''Temos conhecimento de um caso sendo testado em Porto Alegre'', afirma.
A diferença básica para o controlado por microprocessador, explica Santos, é que, no biônico, uma palmilha utilizada no pé transmitirá as informações para o joelho através de bluetooth. ''É uma leitura ainda mais rápida e dinâmica e torna o andar ainda mais harmonioso'', ressalta.
Santos lembra que apesar das oscilações na marcha, as próteses tradicionais, fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ''funcionam muito bem''. E mesmo o joelho controlado por microprocessador tem suas limitações - é mais seguro, mas não oferece a possibilidade do usuário descer uma escada alternando as pernas e sem segurar no corrimão. ''Com a prótese comum é preciso descer uma perna no degrau, travar o joelho, para depois descer a outra - tudo isso segurando no corrimão. Esse com microprocessador interpreta o movimento de descida e 'trava' o joelho deixando-o mais resistente'', explica.
Outra necessidade do joelho com microprocessador é carregar a bateria toda noite. Uma carga, explica o fisioterapeuta, equivale a 36 horas de uso contínuo.(C.P.)

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