poderá ficar com um estoque próximo de zero.Por Mariangela Heredia Brasília, 21 (AE) - A safra de café do Brasil para 2000/01 foi prevista em 28,9 milhões de sacas, sendo 23 milhões de café arábica e 5,9 milhões de robusta. O número, anunciado hoje pelo ministro da Agricultura, Marcus Pratini de Moraes, é 6,4% maior que o esperado para a safra 1999/00. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também revisou a estimativa de produção para a safra de 1999/00 para 27 17 milhões de sacas, um volume 9,6% superior à estimativa anterior. Técnicos disseram, contudo, que o resultado da safra de café 2000/01 ainda pode apresentar redução devido à ação do clima, que pode provocar queda de chumbinho (café doente). Com a estimativa de produção de 28,9 milhões de sacas de café, o Brasil deverá ficar com o menor estoque desse produto em toda a sua História. A avaliação é de especialistas do setor que participaram da cerimônia do anúncio oficial da primeira previsão para a próxima safra. Segundo o coordenador do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Roberto Abreu, os estoques oficiais, que hoje são de 7,8 milhões de sacas, ficarão no seu volume mais baixo dos últimos 40 anos. Abreu acrescentou que, além disso, certamente haverá uma quebra - em relação aos números anunciados hoje - por causa da seca. Quebra - O deputado ruralista Silas Brasileiro (PMDB-MG) disse que a quebra prevista da próxima safra de café deverá ser de pelo menos mais 10% em relação aos números anunciados pelo ministro da Agricultura. Ele explicou que essa quebra deverá acontecer por causa do "déficit hídrico" (seca). Ele explicou que, mesmo que a previsão para a próxima safra seja confirmada em 28,9 milhões de sacas - somadas aos atuais estoques de 7,8 milhões de sacas -, o País ficaria com uma disponibilidade de café de 36,7 milhões de sacas para um universo consumidor de 33,5 milhões de sacas no ano 2000, das quais 17 milhões de sacas para exportação de café verde, 13,5 milhões para consumo interno e 3 milhões para exportação de solúvel. Brasileiro observou também que o Brasil já teve em estoque 40 milhões de sacas e que, dependendo do tamanho da quebra prevista

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