São Paulo, 07 (AE) - O presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Acesso à Internet (Abranet), António Tavares, afirmou hoje que o negócio sobreviveu nos países em que o serviço passou a ser prestado gratuitamente. Em lugar nenhum, porém, segundo Tavares, o serviço de acesso é prestado diretamente por bancos ou operadoras telefônicas.
Ele deu como exemplo a Inglaterra, pioneira no acesso gratuito, em que os provedores tornaram-se praticamente empresas de marketing, que congregam os internautas. Tavares explicou que
na Inglaterra, a plataforma tecnológica para o acesso à Internet é das operadoras, dispensando investimento dos provedores em infra-estrutura. Os provedores lá são remunerados pelo volume de tráfego telefônico que geram. No Brasil, Tavares acredita que o mercado de provimento de acesso à Internet pode se tornar um "cartel" se ficar reduzido a instituições financeiras e operadoras telefônicas.

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