Provedor afirma que controle é antiético
Curitiba- O projeto de lei do deputado federal Hidekazu Takayama não é visto com bons olhos por alguns provedores de internet. E não só pelo aumento de custo e o trabalho que o relatório a ser enviado aos assinantes geraria devido à amplitude da rede. O sócio-proprietário do provedor Speednet, Gilbert Cheung, lembra que, independente de lei, controlar o que o cliente acessa sem sua autorização prévia é antiético. ''Isso seria invasão de privacidade'', argumenta.
Quanto à viabilidade, o sócio-proprietário e diretor de tecnologia do provedor Netpar, Edson Quadros, diz que é possível fazer tal controle, mas isso demandaria a instalação de uma série de outros equipamentos. ''Primeiro precisaríamos de um servidor para controlar tudo que os usuários acessam. E, como a quantidade de dados seria enorme, pois cada usuário acessa inúmeros sites por dia, seria preciso outro equipamento para gerenciar tudo isso'', diz.
Alguns programas de computador já fazem esse ''controle''. O especialista em informática Rafael Dias diz que o próprio navegador da internet tem uma opção de bloqueio. Porém, o usuário faz a programação por meio de palavras e nem todas as vezes isso pode ser eficiente.(A.B.)





