Provão deve começar em clima tranquilo
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sábado, 28 de junho de 1997
Agência Folha 
São Paulo
O Ministério da Educação realiza hoje a segunda edição do Exame Nacional de Cursos, o provão, em um clima já bem menos hostil do que o de 10 de novembro passado. As melhores universidades e as entidades que reúnem reitores e donos de faculdades mantêm algumas das críticas anteriores - como a que afirma que o provão é um tipo limitado de avaliação universitária. Mas já não se encontra a mesma disposição - inclusive entre grêmios estudantis - de boicotar o exame. A principal exceção é a União Nacional dos Estudantes (UNE)), que promete piquetes em alguns dos 434 locais de prova.
Estão inscritos 93 mil alunos. Cerca de 500 farão a prova com liminares obtidas na Justiça. Serão avaliados formandos de cursos de graduação em administração, direito, engenharias civil e química, odontologia e veterinária.
Os custos deste ano estão mais baixos, considerando o aumento de 57% no número de inscritos: R$ 5,85 milhões (8% em divulgação e 92% em produção). Em 1996, a divulgação ficou com 37% dos R$ 3,9 milhões gastos. O Ministério da Educação vai manter, para o provão 97, a mesma sistemática de divulgação de resultados que inaugurou com o provão 96: não forma um ranking com as notas de cada faculdade, mas cinco grandes grupos, de A a E.
Essa forma de divulgação dos resultados elimina distorções criadas pela própria avaliação, já que agrupa as instituições pela sua posição no ranking e não pelas notas tiradas.


