Prova é suspensa em MG e a UNE quer anular tudo
Prova é suspensa
em MG e a UNE
quer anular tudo
Agência Estado
Liminar concedida pelo juiz da 12ª Vara da Justiça Federal de Minas Gerais, Welinton Militão dos Santos, suspendeu o Provão e provocou tumulto ontem em Belo Horizonte. Na capital mineira 3.740 estudantes das universidades públicas e particulares deixaram de fazer a prova. A ação popular foi movida em nome da estudante de jornalismo da Pontifícia Universidade Catlólica de Minas Gerais (PUC-MG), Adriana dos Santos, vice-presidente regional da UNE.
O diretor da secretaria da 12ª Vara da Justiça Federal, Aníbal da Costa, disse que a decisão valia para todo o País e todas as universidades. Os Estados que fizeram as provas descumpriram uma decisão judicial e estão sujeitos às penalidades previstas no Código Penal, disse.
O presidente da UNE, Ricardo Cappelli disse que a entidade entrará com processo contra o MEC por não ter acatado a decisão nos outros Estados. Vamos fazer valer a lei, e as provas devem ser anuladas, argumentou.
Segundo o MEC não existe hipótese de o Provão, realizado ontem em 380 municípios brasileiros, ser cancelado por causa da decisão da Justiça mineira. A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Maria Helena Guimarães Castro, disse que a liminar referia-se ao adiamento das provas em função da greve nas universidades federais e não ao cancelamento.
Como nem ela e nem o diretor Inep, Tancredo Maia Filho, nem mesmo o ministro da Educação, Paulo Renato, foram notificados da liminar ontem, a decisão judicial, segundo a presidente do Inep, acabou sendo restrita a Belo Horizonte.





