Londrina - A publicação do resultado da prova de títulos do concurso da Secretaria Municipal da Saúde, que sairia ontem, foi suspensa temporariamente. A informação foi divulgada em edital pelo secretário municipal da Saúde, Mohamad El Kadri. A decisão foi tomada por conta da necessidade de reavaliação das titulações apresentadas. Para tanto, integrantes da comissão fiscalizadora da prefeitura foram para Campo Grande (MS), onde está localizada a empresa MS Concursos, do Grupo Sarmento, organizadora da prova, para acompanhar a validação. A nova data de publicação está prevista para 31 de janeiro, com prazo de recursos para os dias 3 e 4 de fevereiro. A homologação final continua prevista para 6 de fevereiro.
O adiamento aconteceu após um grupo de candidatos denunciar supostas irregularidades na prova de titulação. Um homem, inclusive, foi preso em flagrante, na semana passada, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por falsificar documentos públicos.
Juarez Ricardo dos Santos foi detido após denúncias de que candidatos estariam apresentando certificados e diplomas falsos para a obtenção de pontos na classificação na prova de títulos.
De posse da informação, o próprio secretário de Saúde fez uma denúncia no Ministério Público (MP), que cumpriu mandado de busca e apreensão no escritório do suspeito.
"Sabemos de pessoas que apresentaram o mesmo certificado. Uma obteve pontos, a outra, não. Há casos ainda em que apresentaram certificado de cursos não concluídos e receberam pontuação, ao contrário do que diz no edital", destacou a farmacêutica Camila Rocha Machado. Conforme ela, a comunicação com a empresa é praticamente inexistente, pois o canal não funciona. "Nunca recebemos informação de como está nosso processo. Entrei com recurso na prova e não tenho sequer um protocolo desse pedido", criticou.
Todo o processo seletivo foi marcado por polêmicas e denúncias. A própria organizadora já foi contratada por licitação emergencial, uma vez que a primeira prova, realizada pela própria prefeitura, foi cancelada por recomendação do MP, por evidências de plágio. Porém, a prova aplicada em 22 de dezembro foi bastante tumultuada. Cerca de 11 mil candidatos concorriam a 318 vagas para 22 funções da secretaria. Um erro na distribuição de provas levou ao cancelamento de três cargos: condutor socorrista, assistente de enfermagem em Saúde da Família e Atenção Domiciliar e técnico de enfermagem em Urgência e Emergência. Semanas depois, outro cargo, o de Médico da Família, teve a prova cancelada por conter muitas questões plagiadas.
A prefeitura aguarda a finalização do concurso para convocar os aprovados, pois precisa substituir os funcionários contratados em regime emergencial.

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