Prova de DNA liberta homem após 17 anos
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terça-feira, 27 de agosto de 2002
France Presse 
Detroit - Um homem de 54 anos de Detroit (Michigan, norte dos Estados Unidos) desfrutou ontem seu primeiro dia de liberdade, após se ter revertido a sentença que cumpria desde 1985 na base de nova evidência de DNA.
Eddie Joe Lloyd foi condenado em 1985 por violar e estrangular uma adolescente, depois de contactar a polícia e confessar o crime. De acordo com Lloyd, que se encontrava em um instituto psiquiátrico quando fez sua confissão, ele confessou o crime porque policiais lhe disseram que isso faria aparecer o verdadeiro assassino.
''Foi uma odisséia horrível, mas sabia que mudaria quando escrevi a Scheck'', assinalou Lloyd, prestando tributo ao seu advogado, Barry Scheck, que pegou seu caso sete anos atrás.
Scheck encabeça o Projeto Inocência, uma agência com base em Nova York que representa clientes indigentes que desafiam suas condenações, utilizando provas de DNA.
O juiz que presidiu o julgamento de Lloyd em 1985 não expressou remorsos pelo erro da justiça, assinalando que a responsabilidade cabia exclusivamente a Lloyd.
''Nunca ouvi este cavalheiro dizer, 'não o fiz', ou 'me obrigaram a fazê-lo''', disse o juiz Leonard Townsend.


