São Paulo, 14 (AE) - Os protocolos para a implantação, em São Paulo, de três usinas térmicas, que utilizarão gás da Bolívia para gerar energia, serão assinados amanhã, no Palácio dos Bandeirantes. Uma das termoelétricas, a de Paulínia, na região da Grande Campinas, terá ao final 1.300 megawatts de potência, tendo dois módulos de 650 megawatts cada um. A informação é do secretário Nacional de Energia, Benedito Carraro. Os investimentos nas três usinas serão superiores a US$ 1,2 bilhão.
As outras duas usinas são a de Santa Branca, no Vale do Paraíba, que terá capacidade para gerar 1.000 megawatts ; e a outra em Cubatão, com 900 megawatts de potência. Para a implantação destas usinas termoelétricas foram feitas várias associações entre empresas, com negociações sendo efetivadas há mais de ano. Por exemplo, no caso da térmica de Paulínia, inicialmente ela seria construida pelo consórcio formado por Odebrecht, Ultra, Cesp e Petrobrás.
Agora o consórcio foi ampliado, ficando assim constituido por Odebrecht, Ultra, Cesp, Petrobrás, Flórida Power
General Electric, VBC, Shell e Rhodia. Cada uma deve sair em cerca de US$ 400 milhões.
A de Santa Branca tem como empresas formadoras do consórcio, a Agência de Desenvolvimento do Tietê/Paraná; a Light e a Eletropaulo, criando a Eletroger. A de Cubatão, no litoral, tem como sócios a Sithe americana e a Petrobrás. São 3,2 mil megawatts que deverão estar à disposição dos consumidores em dois anos e meio, o tempo suficiente para se implantar as termoelétricas. O secretário de Energia do Estado, Mauro Arce, espera anunciar em poucos dias também, a data da assinatura dos protocolos para a implantação de 4 termoelétricas na Região Industrial do ABC, que vão gerar um total de 2.000 megawatts.

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