São Paulo, 27 (AE) - Moradores de uma favela na Avenida Jacu-Pêssego, perto do rio Aricanduva, interromperam hoje hoje à tarde o trânsito no local e na avenida Ragueb Chohfi, na zona leste de São Paulo. Foram dois protestos. Na manifestação organizada pela Associação Amigos de São Mateus os moradores exigiam que a Administração Regional de Itaquera desse assistência às famílias que haviam perdido móveis e comida com a inundação.
Durante a enchente quatro casas desabaram e duas pessoas morreram, entre elas uma menina de 1 ano. Segundo a presidente da entidade, Maria Aparecida da Silva, de 37 anos, o rio Aricanduva não é limpo pela Regional há quatro anos. "Os bombeiros só chegaram depois que as águas baixaram e ninguém da Prefeitura veio até aqui", reclamou o autônomo Marcelino Leite da Silva, de 41 anos, que perdeu todos os móveis. A irmã dele, Vademíria Leite da Silva, de 29 anos, teve sua casa destruída na enchente do ano passado e até hoje está morando na casa do irmão com dois filhos.
O administrador e o seu assessor não se encontravam na regional. O engenheiro Hamilton Morais, de 38 anos, alegou que a regional não havia sido comunicada dos desabamentos até os moradores irem ao local. O engenheiro foi até a favela verificar a situação, mas nada prometeu. Mesmo assim, a Associação de Moradores concordou em parar o protesto após a visita de Morais.
O Corpo de Bombeiros liberou a pista da Avenida Jacu-Pêssego às 15 horas. Um outro grupo de moradores montou um novo bloqueio, ateando fogo a móveis na avenida Ragueb Chohfi, altura do número 3.100. O motorista de ônibus Wilson dos Santos ficou preso no trânsito com seu Fiat por mais de três horas.

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