Foz do Iguaçu - Os protestos contra a política agrícola do Governo do Paraguai e contra o presidente Luis González Macchi (Partido Colorado) ganharam força em seu terceiro dia. Em greve, agricultores, caminhoneiros e taxistas impediram ontem a passagem de veículos de transporte de cargas e passageiros em várias regiões do país.
A mobilização atingiu Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu, justamente no dia de maior movimento de sacoleiros. A maioria das lojas não abriu. Pela manhã, um grupo de protestantes tentou fechar a Ponte da Amizade, porém foi impedido pela polícia. Não houve confronto. Depois, foi possível cruzar a fronteira em poucos minutos.
Logo cedo, cerca de 200 taxistas ocuparam um trevo na saída de Ciudad del Este, que é caminho para Hernandárias cidade sede da Itaipu Binacional no Paraguai. ''Vamos continuar mobilizados até nossas exigências serem atendidas'', garantiu o taxista Felipe Paredez, 39 anos.
Os manifestantes obrigaram passageiros a descerem dos veículos que passaram pelo local. Alguns motoristas que tentaram furar a barreira tiveram seus veículos foram apedrejados. Somente às 17 horas (horário de Brasília), a Polícia Nacional do Paraguai garantiu a segurança na pista.
Já os caminhoneiros se reuniram num trevo da Rodovia Internacional distante 30 quilômetros da fronteira. Parados no acostamento, perto de 100 homens aguardaram do resultado da negociação entre os coordenadores do movimento e o governo. Até as 17 horas, o acordo não havia sido firmado.
Os trabalhadores pedem a redução do preço do diesel de 2,1 mil para 1,8 guaranis (R$ 1,23 para R$ 1,05). O governo ofereceu taxar o litro a 2.035 guaranis, mas a proposta não foi aceita. Também aparecem entre as reivindicações o reajuste no preço do frete e a diminuição de tarifas sociais, como água e energia elétrica.

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