Curitiba - A manhã de ontem foi de protesto para os servidores públicos federais em greve. Durante duas horas eles fecharam uma quadra da rua XV, em frente à Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no centro de Curitiba, para um ato público e entregaram panfletos à população, informando sobre as reivindicações da categoria.
A manifestação começou com categorias em greve: funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), parados desde 14 de maio, e técnicos-administrativos da UFPR, em greve desde o dia 25, e ganhou adesão de estudantes e servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que estão em estado de greve.
Aproveitando o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado ontem, os funcionários do Ibama, protestaram contra a edição da Medida Provisória 366/07, que propõe fragmentar o órgão criando um novo instituto. Os funcionários alegam que a medida traz prejuízos para a preservação do meio ambiente.
A greve dos servidores técnico-administrativos da UFPR enfrenta um momento crítico. A direção do Hospital de Clínicas (HC) afirma que o movimento prejudica o atendimento do hospital, pediu que 100% dos servidores voltem ao trabalho e solicitou à reitoria da UFPR a intermediação nas negociações. Segundo a assessoria, a reitora interina Márcia Helena Mendonça considerou legítima as reivindicações.
O presidente do Sinditest (sindicato que representa os servidores técnico-administrativos da UFPR), José Carlos Belotto, disse que o comando de greve mantém o compromisso de assegurar 50% do efetivo nas áreas críticas do HC.
Ontem, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública, com pedido de tutela antecipada, para que os serviços prestados pelo HC sejam retomados integralmente. Pede, ainda, que o município de Curitiba garanta atendimento em outro hospital aos pacientes que não estejam recebendo assistência adequada ou que não sejam atendidos pelo HC em decorrência da greve.(Colaborou Andréa Lombardo)

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