Protesto reúne 300 em praça da BR-277, no Sul
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sábado, 22 de agosto de 1998
Paulo Grein especial para a Folha 
Cerca de 300 professores e alunos das escolas públicas estaduais protestaram ontem contra a política de privatização do governo estadual, especialmente no setor educacional, pelo programa Paranaeducação. A manifestação aconteceu na praça de pedágio da BR-277, que liga Curitiba a Paranaguá. Professores e alunos entregaram panfletos que denunciavam a deterioração da educação pública paranaense e das condições precárias de trabalho.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Paraná (APP-Sindicato), Romeu Gomes de Miranda, disse que a categoria alerta para o risco de que o governo privatize as escolas, deixando crianças e jovens à mercê das escolas particulares. Miranda destacou que a situação dos professores é de desânimo, e que números do próprio governo indicam que 80% dos servidores públicos estaduais que largaram seus postos de trabalho, de janeiro a agosto deste ano, eram professores. Para o presidente da APP-Sindicato, essa evasão é resultado do sucateamento da educação no Estado.
Álvaro O candidato ao Senado pelo PSDB, Álvaro Dias, reiterou anteontem à noite o pedido de perdão que fizera aos professores em encontro na Unioeste, referindo-se ao episódio de dez anos atrás, quando a PM espancou professores em manifestação diante do Palácio Iguaçu. Homenageado em Curitiba, na festa dos 41 anos da Casa do Professor Primário do Paraná, ele explicou que se desculpava em função daquele episódio que, lamentavelmente, foi explorado maliciosamente. Álvaro disse que as circunstâncias fugiram a seu alcance e, como governador, tive responsabilidade e por tido responsabilidade como governador, assumi toda a culpa. Segundo ele, se os professores foram magoados, a mágoa também me atingiu. Como professor, o meu objetivo foi sempre o de valorizar o magistério, enaltecer o professor e lutar por todas as causas da educação.


