Protesto por retorno fecha avenida em Londrina
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina- Com faixas, fogos de artifício e pneus em chamas, moradores de pelo menos quatro bairros da Zona Leste de Londrina fecharam no final da tarde de ontem as duas pistas ontem da Avenida Brasília (trecho urbano da BR-369) em sinal de protestos contra mudanças feitas no local a um ano. O tráfego ficou fechado por uma hora e os moradores prometem endurecer ainda mais caso nenhuma atitude concreta for tomada.
Morador e comerciante na região, o engenheiro Ricardo Galvão Sampaio Mota argumentou que já teria procurado o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Departamento de Infra-Estrutura em Transportes (Denit), Concessionária Econorte (empresa que explora a rodovia), mas todos os pedidos de melhorias foram negados. Os moradores querem que o retorno que havia no viaduto, que passa sobre a avenida 10 de Dezembro, seja reaberto.
O acesso foi fechado há um ano, quando a obra do contorno de acesso à rodovia e avenida foi concluído. Com isso, por um lado os veículos que trafegam pelo trecho precisam passar por ruas dos bairros, acarretando riscos aos moradores e principamente às crianças. Por outro lado, ruas comerciais ficaram praticamente ''mortas'' e muitos lojistas até já teriam fechado as portas. Além disso, a população ficou sem acesso fácil para transpor a avenida.
O engenheiro disse que enviou um projeto para reabertura de outro acesso na própria Avenida Brasília, mas que foi negado. Ele disse que sua idéia não ocasionaria aumento do risco de acidentes no trecho. ''Basta colocar um semáforo e controlar o tempo'', sugeriu.
Residente na região, Aparecido Rodrigues dos Santos, disse que o contorno prejudicou moradores da Vila Yara, Jardim Castelo, Ideal e da Vila Casoni. ''Fizemos o protesto porque queremos que as autoridades apresentem uma contraproposta'', pediu.
Quem não gostou da manifestação foram os motoristas. Os que não conseguiram retornar pela contramão tiveram que ter paciência.''Desse jeito, como que eles querem ter o apoio da opinião pública? Os passageiros aqui estão todos revoltados'', criticou um motorista de ônibus urbano que preferiu não se identificar.
O protesto, iniciado às 18 horas, só foi terminou após as 19 horas, quando os Bombeiros acabaram com os focos de incêndio e retiraram os entulhos. A Polícia Militar acompanhou toda a manifestação e tentou reorganizar o trânsito. Mas ainda assim, uma longa fila se formou no sentido Ibiporã-Londrina.
Na Avenida Winston Churchill, Zona Norte, também houve protesto pelo terceiro dia seguido. Os moradores da região exigem que a Prefeitura faça melhorias na sinalização para coibir o excesso de velocidade. O limite na via é de 50 km/h mas alguns motoristas, segundo a população, passa a mais de 120 km/h. Desde o início do ano, pelo menos quatro pessoas teriam morrido atropeladas.


