Curitiba – O Sindicato de Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) promoveu no final da manhã de ontem um protesto, em frente ao Palácio Iguaçu, contra o atraso nos repasses dos subsídios devidos pelo governo estadual à Rede Integrada de Transporte (RIT). Conforme a categoria, a dívida afetou as empresas e impactou no pagamento dos salários. Vários veículos não circularam entre 10 e 14 horas.
Segundo a Urbanização de Curitiba (Urbs), o débito com as empresas é de R$ 9,4 milhões. Com o repasse emergencial de R$ 3,8 milhões anunciado ontem pela administração municipal, a dívida vai cair para R$ 5,6 milhões. Entretanto, Urbs e Sindimoc alegam que o governo estadual ainda não quitou os valores sob sua responsabilidade e que estão previstos no convênio para subsídio do transporte coletivo. O convênio atual venceu em 31 de dezembro e ainda não foi renovado. Conforme a Urbs, a dívida é de R$ 16,7 milhões.
"Precisamos de seriedade no transporte coletivo de Curitiba. Se temos um compromisso com o subsídio, ele tem que ser honrado", criticou o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.
A Urbs informou, por meio de nota, que considerou o protesto "abusivo" e que, em função disso, entrou com ação na Justiça do Trabalho para garantir a operação de no mínimo 70% da frota nos horários de pico e 40% nos demais horários. O órgão também ressaltou que vai autuar as empresas operadoras do transporte por infração ao regulamento que proíbe "desvios de rota não autorizados e parada de ônibus fora dos pontos".
Questionada sobre o protesto, a Coordenação da Região Metropolitana (Comec), órgão estadual, garantiu que vai honrar todas as parcelas definidas pelo convênio de 2014 e que a intenção é manter o convênio para dar continuidade à RIT. As empresas de ônibus informaram que receberam o repasse da Urbs e regularizaram o pagamento dos salários.

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