Protesto paralisa trânsito na Arthur Thomas
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terça-feira, 29 de março de 2011
<br> Davi Baldussi <br> Reportagem local 
Londrina - Cerca de cem moradores do Jardim Bandeirantes (Zona Oeste) paralisaram o tráfego na Avenida Arthur Thomas, na esquina com a Rua Serra Parecis, por meia hora no final da tarde de ontem para reivindicar mais segurança para o trânsito da região.
De acordo com Sílvia Brasão, presidente da Associação de Moradores do bairro, o protesto teve como objetivo chamar a atenção da Prefeitura em relação ao excesso de acidentes na localidade.
Essa foi a segunda vez que os habitantes do bairro interditaram a via. No dia 22, eles já haviam parado o trânsito no local, onde recentemente um acidente deixou dois mortos. ''O que nós queremos é que sejam colocadas faixas de pedestres elevadas pela avenida para evitar que condutores exagerem na velocidade. Hoje só existe uma faixa, que não é elevada'', lamentou.
Desde o protesto do dia 22, placas de limites de velocidade de 50 km/h foram colocadas na avenida. Sinalizações avisando a presença de radares estavam sendo pintadas ontem. ''Nós não queremos que motoristas sejam multados, mas que não abusem da velocidade. Parece que eles irão colocar radares móveis, mas isso não resolve'', comentou.
Caso os pedidos dos moradores não sejam atendidos até a próxima semana, a presidente da Associação de Moradores avisou que um novo protesto será realizado na próxima terça-feira. ''E se mesmo assim as medidas não forem tomadas, nós iremos fazer um abaixo-assinado e entregar ao Ministério Público'', afirmou.
O secretário municipal de Obras Agnaldo Rosa disse que a Prefeitura já fez ''tudo o que podia.'' ''A via está sinalizada, faixas estão pintadas no asfalto e vamos colocar radar na avenida. Recebi ontem um projeto do IPPUL que prevê a construção de uma faixa elevada nas proximidades da escola. Assim que tivermos oportunidade vamos fazer isso'', informou. Segundo ele, as pessoas precisam respeitar a lei e respeitar os limites de velocidade. ''Não podemos virar babá de pessoas irresponsáveis'', argumentou. (Colaborou Paula Costa Bonini)


