Florianópolis, 05 (AE) - Os dois maiores portos de Santa Catarina, o de São Francisco do Sul, no norte do Estado, e o de Itajaí, no vale do Itajaí, deixaram de movimentar hoje cerca de 30 mil toneladas por causa da paralisação dos trabalhadores avulsos. Os dois portos juntos recebem uma média de 100 navios por mês.
No porto de São Franscisco do Sul dois navios permaneceram atracados o dia todo sem descarregar e nem receber mercadorias. O "Ana Z" seria carregado com farelo de soja para ser exportado para a França e o "Sienkiewicz" receberia 8.000 metros cúbicos de madeira com destino ao Marrocos. "Os dois navios parados contabilizam um prejuízo aproximado de US$ 70 mil", calcula o diretor geral, Marcelo Werner Chaves.
Por mês o porto de São Francisco movimenta cerca de 450 mil toneladas, uma média de 15 mil toneladas/dia. Com a paralisação, cerca de 600 avulsos deixaram de trabalhar no carregamento e descarregamento de navios. "Desde que soubemos do movimento tentamos negociar com os representamos da cetegoria
mas não obtivemos sucesso", lamenta Chaves.
No porto de Itajaí o navio "Egretta" deveria ter recebido 11.400 toneladas de açúcar que serão exportadas para a áfrica, mas ficou o dia todo parado, sem nenhuma movimentação dos trabalhadores. Dependendo do número de navios que atracam em Itajaí, o porto movimenta de 20 a 30 toneladas/dia. São 14 mil unidades/mês de contêineres, sem contar a carga geral.
A assessoria do porto de Itajaí garante que a paralisação dos avulsos não trouxe prejuízos porque "os navios trabalharam à noite". A chuva que caiu durante todo o dia na região do vale do Itajaí também foi computada como vantagem pela administração do porto, uma vez que o carregamento de açucar não pode ser feito com chuva.

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