São Paulo, 14 (AE)- O Sindicato dos Gasistas do Estado de São Paulo promoveu um protesto pacífico em frente à Bolsa de Valores de São Paulo, onde foi realizado hoje o leilão de privatização da Comgás. Foram distribuidos panfletos e algumas faixas foram estendidas na porta da Bovespa. Segundo o presidente do Sindicato, Manoel Viegas, a privatização da Comgás coloca a sociedade em perigo, pois uma queda na qualidade do serviço pode provocar explosões e intoxicações. "O aumento da rotatividade dos funcionários pode causar sérios acidentes", afirmou Manoel Viegas, acrescentando que "o programa de aposentadoria feito recentemente pela Comgás provocou uma perda de mais de 300 técnicos, com 30 anos de casa. Agora estão contratando serviços de terceiros não qualificados".
Viegas acrescentou que a tubulação da Comgás é muito antiga e "para sua manutenção requer um conhecimento muito profundo de toda a rede. O que não vai acontecer com a iniciativa privada". O Sindicato entrou com ação popular através da Fazenda Pública Estadual, contra o programa estadual de estatização. A ação foi indeferida ontem à noite. Viegas disse também que o preço mínimo da Comgás, leva apenas em consideração os ativos e passivos da empresa, e não as expectativas de mercado."Por isso esse leilão teve o maior ágio da história da privatização".

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