Protesto no julgamento do herdeiro da Disapel
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Maigue Gueths <br> e Equipe da Folha 
Curitiba - Amigos e familiares de Paulo Gustavo de Freitas Turkiewicz, herdeiro da extinta rede de lojas Disapel e assassinado em 2003, fizeram uma manifestação ontem de manhã, no Tribunal do Júri de Curitiba, antes do início do julgamento de um dos acusados pelo crime. Altaídes Prestes Lemos foi o segundo acusado do caso a ir a júri. A sessão, que começou pela manhã, não havia terminado até o fechamento desta edição.
Altaídes Lemos teria sido quem disparou os tiros contra o empresário. No julgamento, o argumento usado pelo advogado Matheus Gabriel Rodrigues de Almeida foi que Lemos nunca foi ouvido e que só constava no processo por delação de outro envolvido. Ele afirmou, ainda, que, na data do crime, ele não estava em Curitiba, mas em Caçador (SC) onde recebia atendimento odontológico. Também foram ouvidas ontem duas testemunhas, uma de acusação e uma de defesa.
Turkiewicz tinha 30 anos quando foi assassinado. Ele foi morto com quatro tiros dentro de uma academia de tênis no bairro Santa Felicidade, na noite de 1º de abril de 2003. Três dias depois, foram presos quatro acusados pela morte: o advogado Guilherme Navarro Lins de Souza, 35 anos, amigo da vítima, que teria sido o mandante do crime; e três pessoas contratadas por ele, Rogério Juliano Gonçalves, 38 anos; Sebastião Cândido Gouveia Sobrinho, 54 anos, e Altaídes Prestes Lemos.
Segundo denúncia do Ministério Público, o advogado teria mandado matar o empresário para tentar encobrir um desvio de R$ 2 milhões da massa falida da empresa, quantia enviada para o exterior.


