Motoristas, comerciantes e políticos interditaram ontem a rodovia PR 542, que liga Colorado a Itaguajé (110 quilômetros ao norte de Maringá). Eles protestaram contra a má conservação da rodovia, que em alguns trechos está tomada por buracos. De acordo com os manifestantes, há mais de dois anos não é feito nenhuma benfeitoria no trecho da rodovia, que tem 25 quilômetros.
De acordo com presidente da Câmara de Vereadores de Colorado, José Francisco Rodrigues Costa (PTB), o governo do Estado já apresentou três datas para o início da obra de recuperação da PR 542. ‘‘Primeiro a Secretaria de Transportes disse que iria começar a obra no dia 9 de setembro, depois adiou para 11 de novembro e por último disse que as máquinas estariam na rodovia no dia 19 de dezembro, mas até agora nada foi feito’’.
O comerciante Rubem Coimbra Amorim diz que a falta de manutenção da rodovia causa prejuízos e transtornos principalmente aos moradores de Itaguajé. ‘‘Com tantos buracos os nossos fornecedores não fazem questão de nos vender nada porque um caminhão carregado não passa pela rodovia’’, afirma. Segundo ele, além da PR 542, a rodovia PR 340, que liga Santa Inês a Itaguajé, também está em estado ‘‘deplorável’’.
O pior trecho da PR 542 está em aproximadamente 10 quilômetros antes de chegar a Itaguajé. Além dos buracos no meio da pista, a rodovia está praticamente sem asfalto nas margens, o que obriga os motoristas a trafegar entre os buracos. O próprio diretor do DER, em Maringá, José Ferreira Heidgger, admite que a situação da rodovia é crítica. ‘‘Confesso que lá está realmente muito ruim’’, disse. Segundo ele, as obras começaram ontem mesmo, em um trecho anterior ao bloqueado pelos manifestantes. Heidgger explicou que o governo já liberou R$ 498.434 para a reestruturação da rodovia e que a empresa Basalto, de Paranavaí, será responsável pela obra. ‘‘Vamos recuperar aquela rodovia em duas etapas: a primeira já começou e vai deixar o trecho em total condição de tráfego; e a segunda será a recuperação da rodovia com investimentos de R$ 6,9 milhões’’. A segunda fase da obra, conforme Heidgger, ainda não foi licitada. O prazo para o término da primeira etapa de reestruturação da rodovia, segundo o diretor do DER, é de 90 dias.

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