PROTESTO NA EMBRAPA
Cerca de 600 integrantes do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam ontem, das 9 às 15 horas, as dependências internas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. A ocupação, feita de forma pacífica, foi um protesto contra contrato de pesquisa de soja transgênica assinado entre a empresa e a multinacional Monsanto. Segundo coordenadores do MST, a proibição de alimentos geneticamente modificados também é uma das pautas que o movimento quer discutir com o governo. ''Foi, além de tudo, um ato político'', afirmou o frei Sérgio Gorgen, um dos coordenadores das negociações do MST, em Brasília. ''A intenção foi condenar o monopólio da Monsanto e a falta de informações sobre segurança dos produtos transgênicos.'' Segundo frei Sérgio, o MST não é contrário às pesquisas feitas pela Embrapa, mas sim contra o contrato assinado com a multinacional, por causa de algumas cláusulas consideradas confidenciais. Segundo a Embrapa, o contrato foi assinado e publicado no ''Diário Oficial'' e não possui nenhum item considerado sigiloso. Além disso, a Monsanto não terá exclusividade na produção, como alega o MST.





