Protesto na Ceagesp tem depredação
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sexta-feira, 14 de março de 2014
Folhapress 
São Paulo - Um protesto contra a cobrança de estacionamento na Ceagesp, na zona oeste de São Paulo, terminou com veículos e prédios incendiados, cancelas e cabines de cobrança depredadas e confronto entre seguranças e manifestantes na manhã de ontem.
Cinco pessoas ficaram feridas, uma delas baleada.
Localizada na Vila Leopoldina, a terceira maior central de abastecimento do mundo tem 700 mil metros quadrados, recebe 50 mil pessoas por dia e movimenta R$ 6 bilhões por ano.
Anunciada desde 2013, a cobrança pelo estacionamento começou na quinta-feira - para os caminhões, até R$ 5 por quatro horas. Ontem, dia de maior movimento, as filas irritaram caminhoneiros. Eles dizem que cancelas não abriam após o pagamento e que as filas para sair do local passaram de uma hora.
Revoltados, alguns deles começaram a atacar cabines de cobrança no portão 3, ateando fogo e quebrando vidraças e máquinas. A Ceagesp fala em ação orquestrada por "bandidos" infiltrados.
Por volta das 10 horas, o protesto se espalhou e o grupo passou a atacar prédios e veículos da companhia. Um guincho e uma picape foram totalmente queimados.
O confronto com seguranças ocorreu quando manifestantes tentaram invadir o Departamento de Entrepostos, que gerencia o local. Wellington Washington dos Santos, de 23 anos, que trabalha no conserto de caixas de madeira, foi baleado no abdome.
Levado ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), ele passou por cirurgia e o estado de saúde dele era estável.
O prédio teve as vidraças quebradas e foi incendiado, mas os bombeiros só conseguiram atuar depois que a Tropa de Choque da PM chegou - mais de uma hora depois do pico da confusão - e dispersou o protesto com bombas de efeito moral. Segundo os bombeiros, o dano foi grande - parte dos documentos arquivados foi consumido pelo fogo.


