Curitiba - O primeiro dia de Copa do Mundo em Curitiba foi marcado por protestos. O maior reuniu cerca de 200 manifestantes na Boca Maldita, na região central da capital. O grupo protestou contra o Mundial, empunhando cartazes e entoando gritos contra o evento. "Copa pra quem? Fifa go home (vá para casa)" era uma das frases escrita em faixas. O ato, que começou de forma pacífica, terminou em depredação de ônibus, estações-tubo e agências bancárias. Pelo menos 14 pessoas foram detidas (12 adultos e 2 adolescentes).
Conforme informações da Centro Integrado de Comando e Controle para a Copa (CICCR), sediado na Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), os adultos foram encaminhados para o 1º Distrito Policial (DP), e os menores, para a Delegacia do Adolescente. Foram apreendidos um coquetel molotov, pedras e pedaços de madeira utilizados por manifestantes.
Por volta das 14h30, os manifestantes se dirigiram pela Avenida Desembargador Westphalen até a esquina com a Iguaçu, em direção ao perímetro de segurança implantado pela Fifa no entorno da Arena da Baixada. Como não conseguiram avançar, bloquearam um cruzamento, atrapalhando ainda mais o trânsito já tumultuado por causa da partida. O protesto seguia pacífico até entrar na Avenida Marechal Floriano, quando vários integrantes deixaram o ato ao perceber que um grupo de cerca de 50 pessoas começou a depredar duas estações-tubo do transporte público e câmeras de segurança. Viaturas da Polícia Militar passaram a acompanhar de perto a manifestação.
Além de quebrar uma porta de vidro de um shopping, os baderneiros picharam pelo menos dez ônibus e a fachada de uma escola. Ao chegarem aos arredores da Praça Carlos Gomes, no centro, os manifestantes depredaram cinco agências bancárias. Percebendo um possível confronto, diversos estabelecimentos comerciais baixaram as portas. Houve muita correria na Rua XV de Novembro.

Protesto gera tensão no centro de Curitiba
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Por volta das 17 horas, os policiais avançaram e dispersaram os manifestantes. Alguns deles foram detidos no fim da manifestação e outros identificados em ruas próximas do centro. Por meio de sua assessoria, a PM informou que a tropa especializada para atuar em distúrbios e manifestações foi acionada pelos próprios policiais que estavam no local onde o protesto ocorreu. Assim que chegou ao local, o efetivo dispersou os manifestantes. Até o fechamento da edição, não havia registro de feridos.
Às 18h30, quase uma hora depois do fim do protesto na região, a maioria das lojas nas proximidades da Rua XV de Novembro já estava reaberta. Em mensagem via rede social, o governador Beto Richa (PSDB) escreveu: "não vamos admitir vandalismo". "É importante ressaltar que, em que pese os atos de vandalismo, o dia de hoje (ontem) foi de tranquilidade, em se tratando de uma Copa do Mundo", avaliou o coordenador do CICCR, Flúvio Cardinelle Oliveira Garcia.
Pela manhã, outras manifestações ocorreram, mas sem registro de violência. Entidades que fazem parte da Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT de Curitiba, promoveram o manifesto "Nesta Copa Homofobia Não Rola!". O grupo se mobilizou para lembrar que quatro (Rússia, Argélia, Nigéria e Irã) dos oito países que vão disputar jogos em Curitiba, mantêm leis que condenam a homossexualidade.