Curitiba - Cerca de 400 médicos de Curitiba participaram, ontem, de um ato público na Boca Maldita, no Centro da cidade, em defesa da melhoria na relação dos profissionais com as operadoras de planos e seguros de saúde. A intenção era suspender o atendimento a procedimentos eletivos dos planos, entre 7 e 11 horas. O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná não soube informar se houve prejuízo no atendimento e como foi a mobilização no Interior. Houve manifestos em todo o País.
O presidente do CRM do Paraná, Donizetti Giamberardino Filho, disse que, agora, as entidades que compõem a Comissão Estadual de Honorários Médicos buscarão negociar juntamente às operadoras a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que serviria para padronizar os procedimentos e estabelecer honorários compatíveis com a complexidade de cada um deles.
Segundo Giamberardino Filho, a CBHPM é resultado de três anos de estudos feitos pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A classificação reúne 5,4 mil procedimentos divididos em 14 portes e três sub-portes e prevê banda de flexibilização de valores de 20%, para mais ou para menos, permitindo margem maior de negociação entre profissionais e operadoras. ''É um instrumento ético e legítimo para regular a relação com as operadoras'', afirmou.

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