São Paulo, 20 (AE) - A situação está bastante complicada esta manhã na zona leste e principalmente na área central da cidade por causa do protesto de motoristas e cobradores de ônibus. Eles exigem que a Prefeitura de São Paulo faça o repasse de verbas devidas às empresas para que estas possam, entre outras coisas, pagar o vale-refeição aos trabalhadores. Para se ter uma idéia, mais de 800 ônibus de diversas companhias estão parados desde a Avenida Radial Leste até a região do Parque Dom Pedro II, próximo à sede da prefeitura.
O diretor de operações da SPTrans, empresa que administra o transporte coletivo na cidade, major Luís Flaviano Furtado, fez um balanço do situação. Em entrevista concedida à Rádio Jovem Pan AM, ele falou que estão paralisadas esta manhã, na zona leste, as viações Penha São Miguel, Vila São José, Vitória, Tiradentes, Viação São Paulo, Talgo e Pérola. Na zona norte, interromperam as atividades as empresas Via Norte e Archi e, na zona sul, a Viação Jurema. Estão fechados os terminais Tiradentes e A.E. Carvalho, na zona leste. Em consequência, várias pessoas estão sem condução esta manhã para chegar ao trabalho.
Para tentar colocar fim ao impasse, haverá logo mais, às 9h30, uma reunião entre o prefeito Celso Pitta e os donos das empresas de ônibus. À tarde, por volta das 15 horas, acontece um encontro com o secretário municipal de Transportes, Getúlio Hanashiro, para avaliar o quadro. O diretor do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ínibus Geraldo Diniz da Costa garantiu que, se os trabalhadores não receberem hoje o vale-refeição, a categoria vai parar a cidade nesta terça-feira, principalmente a região central, e amanhã entra em greve geral, por tempo indeterminado.

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