Rio, 26 (AE) - O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, disse há pouco que o protesto do grupo já atinge 14 estados. Eles estão parados nos acostamentos das principais rodovias do País para reivindicar redução na taxa de pedágio, melhorias de segurança e circulação das estradas e abono das multas aplicadas depois da entrada em vigor do novo Código Nacional de Trânsito (CNT). Segundo Botelho, cerca de metade dos 2,5 milhões de caminhoneiros sindicalizados no Brasil já estouraram os 20 pontos permitidos pela lei de trânsito e deverão ter a carteira cassada.
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, disse, no Rio, que está aberto ao diálogo com os caminhoneiros. "Em princípio, eles têm razão no que diz respeito ao estado de conservação das estradas", ponderou o ministro, depois de participar da cerimônia de início das obras do projeto de revitalização do Porto do Rio, no Centro. Até agora, adiantou o ministro, foram liberados R$ 170 milhões dos R$ 300 milhões do orçamento do ministério de 1999, destinados às obras de conservação e sinalização de rodovias.

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