Mais de 700 carregamentos destinados à exportação deixaram de circular na fronteira nos dois últimos dias devido ao protesto dos paraguaios. Somente na Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Foz do Iguaçu, 240 caminhões foram barrados pelo fechamento da Ponte da Amizade.

Segundo a supervisora da Eadi, Mara Lúcia Cassilha, o protesto no local (aliado ao feriadão prolongado) resultou em um acúmulo de 300 cargas em Foz, a maioria destinada à Ciudad del Este. ''Pelo menos outros 200 caminhões estão parados no lado paraguaio aguardando a abertura da via para entrar em nosso país. Também deixamos de realizar a operação noturna, onde costumamos liberar 300 veículos para exportação'', explicou Maria Lúcia.

Como os produtos destinados ao exterior e que passam pela Eadi todos os meses chegam a totalizar US$ 60 milhões, o país já deixou de comercializar pelo menos US$ 3 milhões (no primeiro semestre deste ano, as exportações atingiram US$ 377 milhões somente em Foz).

Além de prejudicar o comércio internacional, o bloqueio ocorrido em Ciudad del Este reduziu pela metade o movimento na fronteira. Além de inibir a ida de sacoleiros à fronteira, o protesto impede que paraguaios cruzem a fronteira atrás de mercadoria brasileira vendidas em bairro próximos à ponte.

Segundo o empresário Mohamad Ismail, que possui uma loja de confecções e armarinhos na Vila Portes (bairro localizado às margens do Rio Paraná), a queda nas vendas caiu 60%. Entre as mercadorias mais procuradas estão os gêneros alimentícios, produtos de limpeza e tecidos.(E.D.)

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