Protesto atinge 3 praças de pedágio
CAMINHONEIROS Protesto atinge 3 praças de pedágio Emerson Cervi De Curitiba A Associação Paranaense da União Brasil Caminhoneiro (Apamubrac) organizou ontem panfletagem na entrada de três postos de pedágio das rodovias do Paraná. A manifestação foi contra o reajuste de 116% no valor das tarifas, previsto para entrar em vigor dia 27 deste mês. A Apamubrac previa panfletagem em todas as 25 praças de pedágio do Anel de Integração, mas como algumas são distantes de centros urbanos, eles preferiram se concentrar em pontos estratégicos. Durante mais de duas horas os caminhoneiros ocuparam meia pista da BR-376, em São Luiz do Purunã; da BR-277, em São José dos Pinhais; e da BR-369, em Rolândia. Entre 8h30 e 10h30 eles ficaram parados nas entradas dessas praças de pedágio. Os veículos de passeio não foram impedidos de passar pelas estradas durante o manifesto. O que fizemos hoje mostrou ao governo do Paraná que a categoria está organizada e se houver reajuste de 116% nós vamos bloquear todos os postos de cobrança de pedágio, paralisando o transporte de cargas do Estado no pico da safra agrícola, afirmou André Felisberto, presidente da União Brasil Caminhoneiro no Paraná. O secretário de Estado dos Transportes, Heinz Herwig, pretendia apresentar ontem ao governador Jaime Lerner um programa de reajuste diferenciado das tarifas para os caminhões. A maior fila se formou a partir do km 61 da BR-277, sentido Curitiba ao litoral. Segundo o setor de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os caminhões ficaram estacionados em cerca de dois quilômetros da estrada. Apesar de não termos impedido o trânsito de veículos pequenos, alguns motoristas pararam espontaneamente, em solidariedade aos caminhoneiros, disse Felisberto. A tarifa não é o único motivo das manifestações. Os caminhoneiros também exigem um controle maior sobre as balanças de pesagem. Segundo eles, as diferenças de peso de um mesmo caminhão entre uma balança e outra chega a mil quilos. Ninguém consegue explicar como isso acontece, mas os transportadores continuam pagando multas por excesso de peso. A União Brasil Caminhoneiro reivindica do governo federal a definição de uma tabela nacional de fretes, aposentadoria com 25 anos de trabalho para os motoristas e mudanças na pontuação da carteira por multas para motoristas profissionais.





