Proteger quem não é protegido
Londrina - Joelma Isamáris Cavalheiro, especialista em direito sucessório do escritório Tarantini Cavalheiro Advogados, de Curitiba, concorda que realizar testamento não é um comportamento disseminado entre os brasileiros. Os que procuram fazer o documento "buscam proteger alguém que não é protegido por lei" com a utilização da chamada parte disponível os 50% dos bens de uma pessoa que não são garantidos para os herdeiros necessários.
"O perfil mais comum é de pessoas que mantêm relação de união estável, na qual pela lei o companheiro ou companheira não é herdeiro necessário. Quando elas descobrem que o companheiro vai ficar desprovido, buscam fazer testamento", relata a advogada.
A curitibana Regina (nome fictício) está tratando a confecção do seu testamento. "Fiz uma consulta com uma advogada porque vivo em união estável com uma pessoa e tenho uma filha pequena. A advogada me disse que como eu tinha patrimônio constituído apenas antes da união estável somente a minha filha teria direito aos bens caso eu viesse a falecer", justifica.(F.G.)





