São Paulo, 7 (AE) - Reduzir o protecionismo norteamericano será um dos principais desafios e objetivos do novo embaixador do Brasil em Washington. "O protecionismo norteamericano é uma parte da história entre o Brasil e os Estados Unidos que precisa ser atacada", disse o embaixador Rubens Barbosa, que assume o cargo no lugar de Paulo Tarso Flecha de Lima no início de junho.
À frente da Embaixada em Londres, Barbosa foi aprovado ontem (6) por unanimidade na Comissão de Relações Exteriores do Senado depois de uma sabatina de mais de três horas. Em 25 minutos, antes das perguntas da comissão, o embaixador apresentou um plano de prioridades de seis pontos que pretende desenvolver nos Estados Unidos, o principal e mais importante mercado no comércio exterior brasileiro, de acordo com o Itamaraty.
"A idéia é fazer da Embaixada um local onde os problemas e os interesses possam encontrar soluções", disse o embaixador à AGÒNCIA ESTADO por telefone de Brasília. Barbosa, que esteve ontem reunido com os ministros Pedro Malan e Luis Felipe Lampreia, antecipou à AE parte do plano que pretende desenvolver à frente da Embaixada em Washington.
O setor financeiro será uma das prioridades, disse. De acordo com ele, a Embaixada terá uma atuação mais contundente junto a órgãos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além de instituições financeiras privadas. Esse tema fez parte da pauta do encontro hoje entre o embaixador e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga.
A área onde Barbosa pretende redobrar esforços, no entanto, é a de comercio exterior, setor que vem predendo força devido à imposição de barreiras comerciais por parte do governo norteamericano. "Além de atacar essa frente, vamos iniciar uma ofensiva para promover nosso produtos", acrescentou o embaixador. De acordo com ele, a economia norteamericana está crescendo há nove anos, razão pela qual passou a ser o mercado mais importante para os produtos nacionais.
De acordo com ele, as exportações para os EUA nos últimos dois anos estagnaram em US$ 9 bilhões, mas, em termos relativos, caíram de 25%, em 1994, para 17% no ano passado. Outra frente que o embaixador pretende atacar é a mídia dos EUA, divulgando mais o Brasil.
O Congresso norteamericano também faz parte do plano do novo embaixador. De acordo com ele, é necessário ampliar o perfil do País junto à Câmara de Depuatados e ao Senado. Finalmente, o embaixador quer atuar também junto às ONGs e órgãos de direitos humanos, além de universidades e escolas norteamericanas, onde pretende montar centro de estudos sobre o Brasil.Por Vladimir Goitia ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca amplia informações, com novo texto.

mockup