São Paulo- Na mesma proporção que sobem as temperaturas, aumenta a animação para se frequentar a praia e a piscina. A necessidade de protetor solar até parece consensual, pois o recurso funciona como investimento em saúde: combate o envelhecimento precoce e, mais importante, reduz as chances de se contrair câncer de pele. Esses efeitos, contudo, dependem de aplicação correta e cuidados adicionais. Comportamento que se traduz por uma verdadeira mudança de cultura.
Tudo começa com o momento de exposição ao sol. Nem tente se enganar: tanto faz o fator da proteção do produto aplicado no corpo, está proibido pegar sol entre 10h e 16h. Período que vale para latitudes do Estado de São Paulo. ''Quanto mais perto do Equador, mais cedo o sol fica a pino'', afirma Paulo Freire, dermatologista e especialista da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A própria sombra é o melhor guia para identificar se a incidência de raios ultravioletas está em nível aceitável. ''Se sua sombra projetada no solo estiver maior que sua altura, está ok, se estiver pequenininha, está mais do que na hora de sair da praia ou da piscina'', ensina o médico. Freire aproveita para lembrar que os dias quentes exigem, além da atenção específica à pele, a ingestão de líquidos, o uso permanente de óculos escuros, chapéus (bonés ou outros modelos com abas) e roupas com tecidos leves.
Quem se diz consciente da nocividade dos raios solares costuma bradar aos quatro ventos que corre para uma sobrinha ou guarda-sol nos horários de pico para se proteger. Balela! A irradiação ultravioleta que nos atinge pode vir por raios incidentes e raios refletidos. A água aumenta a intensidade da radiação em 5%, a areia e o concreto, em 17%, e a superfície metálica e a neve, em 85%.
Apague a idéia de que bastou aplicar em casa o protetor solar - e de novo pouco importa se o fator (FPS) é 15, 30 ou 60 - e está tudo bem. ''Nem os produtos que se anunciam como a prova d'água resistem mais do que quatro horas'', adverte o médico.

mockup