Do início da vida até a velhice, são as vacinas que vão proteger o indíviduo de dezenas de doenças. No calendário do Ministério da Saúde, a novidade introduzida em março é a que combate o rotavírus, mas a promessa é que novas vacinas sejam implementadas, inclusive para adultos.
Logo ao nascer, ainda na maternidade, começa a ''bateria'' de vacinas que vai se estender ao longo da vida. Antes das primeiras 12 horas de vida, o bebê recebe a primeira dose da vacina contra hepatite B. No total serão três, a segunda com 30 dias, e a terceira, seis meses depois. Ao nascer, a criança também recebe a vacina BCG, que protege contra formas graves de tuberculose.
Aos dois meses de idade é a vez da vacina Sabin, contra paralisia infantil, e da tetravalente, contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B.
Também aos dois meses, é a vez da vacina que protege contra o rotavírus. Segundo a gerente de vigilância epidemiológica em Londrina, Sônia Fernandes, de todas as vacinas, a de rotavírus é a que tem menos eficiência, algo entre 60% e 90%, contra uma proteção acima de 90% das outras. ''Apesar disso, a aplicação da vacina se justifica porque é a doença que mais mata crianças hoje no país, principalmente as com idade abaixo de um ano'', explica.
Aos quatro meses, o bebê recebe mais uma dose da sabin, contra poliomielite, da tetravalente e da que combate o rotavírus. Aos seis meses, nova dose da sabin e da tetravalente, e a terceira dose de hepatite B. ''As crianças também devem receber doses da vacina contra poliomielite nas campanhas anuais'', ressalta.
A vacina contra febre amarela, em dose única, é aplicada aos nove meses de idade e deve ter reforço a cada 10 anos. Quando completa um ano, a criança recebe a tríplice viral, em dose única, que protege contra caxumba, rubéola e sarampo, e um reforço da DPT, contra difteria, tétano e coqueluche. Um novo reforço da DPT será aplicada ainda na infância (entre quatro e seis anos de idade) para só ser reaplicada a cada dez anos, protegendo contra difteria e tétano.
Sônia explica que já está sendo estudada a aplicação da vacina de coqueluche para adultos, pois a doença, que já foi considerada dentro de controle, é hoje reemergente e volta a atingir adultos e crianças que ainda nem receberam a vacina. ''E quanto menor a criança, maior o risco'', ressalta.
Quem não recebeu a vacina contra hepatite B na infância, pode se vacinar na adolescência. Mas ela só é disponível gratuitamente nos postos de saúde para quem tem menos de 19 anos. Em situações especiais, segundo Sônia, a vacina é aplicada em pessoas mais velhas -profissionais da área da saúde que entram em contato com sangue e secreções, quem faz hemodiálise, manicures e profissionais do sexo. Adolescentes que não foram vacinados na infância também podem receber as vacinas DT e de febre amarela.
A vacina tríplice viral deve ser aplicada em mulheres de 12 a 49 anos que não tiveram comprovação de vacinação anterior e em homens até 39 anos. ''Essa vacina é importante principalmente para mulheres para combater a rubéola. Na gestação a doença pode causar malformação do feto'', explica.
Para idosos, todos os anos é oferecida a vacina contra a gripe. A vacina contra pneumococos, com reforço a cada cinco anos, é aplicada no caso de idosos que vivem hospitais, asilos e casas de repouso.

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