Um projeto de lei, aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), da Câmara dos Deputados, está dividindo a opinião de pais e profissionais que trabalham com crianças e adolescentes. A proposta, de autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS), prevê a proibição de qualquer forma de castigo físico a crianças e adolescentes, sob pena de pais, professores ou responsáveis serem submetidos a medidas previstas no
Estatuto da Criança e do Adolescente.
  Para o psicólogo clínico e psicoterapeuta Ivan Capelatto este é o caminho mais cômodo, mas não o mais eficaz. ‘‘O ser humano não é regulável por leis, mas pelo sentimento, pelo afeto’’, diz. Ele lembra da existência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). ‘‘Não precisamos de mais leis. Educação é a palavra mágica.’’
  Já o sociólogo e professor do Laboratório de Tecnologia Educacional da
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Paulo Negri, é favorável ao projeto de lei. ‘‘Acredita-se que a agressão física só acontece quando todas as instâncias de diálogo foram esgotadas, quando não é verdade. É preciso reinventar o diálogo, com uma adequação dos limites dentro da pedagogia do amor’’, propõe.
  O hebiatra e vice-presidente da Associação Brasileira de Adolescência (Asbra), Renato Moriya completa: ‘‘Os pais acham que bater é um sinal de força, mas, pelo contrário, é uma demonstração de fraqueza’’.

Criado em 13 de julho de 1990, o estatuto diz respeito à proteção integral à criança (considerada até os 12 anos de idade) e ao adolescente (entre 12 e 18 anos de idade).

É o profissional que se propõe a estudar o comportamento humano e os processos psíquicos.

É o profissional que estuda as sociedades humanas e os processos que interligam os indivíduos em associações, instituições e grupos.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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