Prostitutas protestam contra as imigrantes
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quinta-feira, 18 de julho de 2002
France Presse 
Limoges, França - As prostitutas de Limoges (centro da França), das quais o Fisco cobra impostos, protestaram anteontem à noite contra a ''prostituição desleal'' das imigrantes que lhes arruinam o mercado e ''até trabalham sem preservativo''.
Desfilaram cerca de 20 pelas ruas do centro com bandeirinhas dizendo: ''Não à prostituição clandestina e menor'' e ''cifra de negócios com menos 80%, imposto em 100%''.
Para todas trata-se de sua primeira manifestação de protesto e algumas escondem o rosto enquanto outras assumem totalmente.
''Antes tínhamos cinco ou seis clientes por noite e agora um ou dois por dia'', queixa-se Florence, 37 anos, com 15 anos de trabalho profissional.
Danielle, com 15 anos de atividades, exige que seus direitos sejam protegidos, ''como todos os cidadãos que pagam seus impostos''.
Na França ''a prostituição não é legalmente reconhecida mas o Estado nos cobra imposto a título de ''auxiliar médica'' ou ''profissional de relações públicas'', diz Bárbara, 34 anos, que começou a se prostituir desde seu primeiro ano de estudos na Faculdade de Direito e que sonhava ser uma delegada policial.
''Elas (as garotas imigrantes) não têm direito a trabalhar porque entraram pedindo asilo'', acrescenta.
''Nós desejamos diz Kartima, um travesti ''que o prefeito de Limoges regulamente o número de prostitutas na cidade''.
Quando o protesto chega a um parque onde estão trabalhando as ''concorrentes desleais'' sobretudo africanas de Gana, da Nigéria e de Serra Leoa, e européias do leste como Moldávia, Albânia, Lituânia e Romênia as manifestantes insultam as imigrantes.
Os transeuntes as observam entre divertidos e confusos e às vezes lhes dão apoio, como uma jovem que, com seu noivo, comenta: ''elas também têm direito de defender seu negócio''.


