Prostitutas não podem trabalhar nas ruas de Buenos Aires a partir da semana que vem
Buenos Aires, 05 (AE-REUTERS) - Prostitutas e travestis já não poderão seduzir os homens argentinos nas ruas de Buenos Aires devido a uma lei que proíbe a oferta de sexo em espaços públicos.
"A prostituição só poderá ser exercida agora em locais privados, departamentos, qualquer lugar que não afete terceiros", disse à Reuters o deputado do governante Partido Justicialista (peronista), Guillermo Oliveri.
Devido a insistentes protestos de vizinhos de uma área residencial, que viam suas ruas praticamente tomadas por prostitutas e travestis, os legisladores da cidade proibiram na quinta-feira a demanda e oferta de sexo em vias públicas.
Para isso, modificaram um artigo do chamado Código de Convivência Urbana, que determinha as contravenções ou faltas menores na cidade.
A partir da próxima semana, prostitutas e travestis deverão exercer sua profissão em locais fechados. Quem violar a norma será punido com trabalhos comunitários ou multas de até US$ 500.
Ontem, quando os parlamentares discutiam as reformas, prostitutas e travestis protestaram aos gritos em frente ao parlamento municipal, cercados e contidos pela polícia. Os manifestantes tentaram entrar no recinto derrubando o cerco e atacando policiais.
Até então, o exercício da prostituição nas ruas de Buenos Aires era tolerado, com as condições de que ocorresse a uma distância prudente de lugares como zonas residenciais, igrejas e escolas e de não molestar terceiros.
Dos 60 vereadores da capital argentina, 43 votaram a favor da proibição, quatro contra e 11 se abstiveram.





