Foz do Iguaçu - A Polícia Nacional do Paraguai investiga uma rede de prostituição infanto-juvenil que age na região da fronteira com o Brasil.
Cinco meninas, com idade entre 9 e 16 anos – que vinham sendo mantidas em regime de escravidão – foram resgatadas de um prostíbulo no fim de semana, em Ciudad del Este. Três são filhas da proprietária da casa de prostituição, Silvia Baez, de 32 anos, conhecida como Xuxa. A agenciadora foi presa em flagrante, e o prostíbulo fechado, por determinação da Justiça.
Segundo denúncia da imprensa paraguaia, nos arredores de Ciudad del Este, funcionam dezenas de casas de prostituição, onde é comum adolescentes de 12, 13 e 14 anos, inclusive brasileiras, trabalharem como prostitutas. Muitos estabelecimentos funcionam com a conivência das próprias autoridades policiais paraguaias. O caso registrado no fim de semana é um dos mais graves. O Juizado de Menores do Paraguai constatou que as meninas eram espancadas quando se recusavam a se prostituir.
O caso foi denunciado por um vizinho, depois que uma das meninas foi se queixar sobre o trabalho escravo. O prostíbulo ficava localizado na rodovia de acesso a Assunção. O local era bastante frequentado por motoristas de caminhões, agenciados por Silvia Baez, que também fazia programas. No estabelecimento – um pequeno casebre de madeira – foram resgatadas além das cinco meninas mantidas em regime de escravidão, uma criança de três anos, também filha de Xuxa.
A Polícia Nacional desconfia de que o número de crianças que trabalhavam no prostíbulo seja maior. Foi aberto inquérito para investigar o caso. As seis meninas foram levadas para o Juizado de Menores. Silvia Baez vai responder por cárcere privado, agressão e agenciamento de menores. Se for condenada, a acusada poderá pegar até 20 anos de detenção.

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