Agência Folha
De São Paulo
O juiz Carlos Henrique Rodrigues Veloso, de Caxias (MA), deve decidir amanhã se acata o pedido de prisão preventiva para o advogado e ex-presidente da OAB local Hélio Coelho da Silva, acusado de envolvimento com a prostituição infantil na cidade maranhense.
O pedido da prisão foi feito pelos dois promotores que investigam o caso, Lítia Cavalcanti e Marco Aurélio Cordeiro Rodrigues, que alegam estar o advogado coagindo e comprando testemunhas. O Ministério Público do Maranhão tem uma relação de 30 pessoas que fariam uso da prostituição infantil em Caxias (a 360 km de São Luís). Entre eles estão o do advogado, o do juiz Adinaldo Cavalcante e o do comandante da PM local, coronel Edmilson Saldanha.
Os promotores dizem ter conseguido provas e indícios que podem incriminá-los. A Polícia Federal do Piauí também os investiga. As denúncias de exploração da prostituição infantil em Caxias começaram quando mães de algumas adolescentes pediram ajuda para tirar as filhas de um lugar conhecido como bar do Gaguinho, local onde as garotas ‘‘moravam’’ e faziam programas.

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