Prostituição e abuso de menores é alarmante na África do Sul
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2002
António Mateus Agência Lusa 
Johannesburgo - A prostituição e o abuso sexual de menores praticados por professores ou pessoas próximas das vítimas atingiu níveis alarmantes na África do Sul, segundo um estudo oficial divulgado ontem na Cidade do Cabo.
Só em um dos casos citados, um professor teve relações sexuais com inúmeras alunas, engravidando 20 delas, em uma escola Secundária do Cabo Oriental. O caso foi denunciado por alunos, mas a comunidade local dividiu-se sobre o assunto, uma vez que alguns pais se beneficiavam desses atos.
O presidente do conselho diretor da escola em questão denunciou o caso aos superiores, mas não pôde tomar medidas porque pais das vítimas não querem falar sobre o assunto.
O relatório pormenoriza casos de abusos sexuais que incluem violações e molestações.
Entre as recomendações feitas pelas províncias está a de que a violência sexual seja declarada crime prioritário no atendimento pelas autoridades, que a educação sexual seja feita em língua inteligível pelas crianças e que o Ministério da Educação demita imediatamente todos os funcionários que se envolvam sexualmente com alunos menores. O estudo denuncia ainda que algumas das crianças se prostituem devido à situação de pobreza em que vivem.
A repulsa levantada pelas denúncias levou a presidente do parlamento sul-africano, Frene Ginwala, a convocar para hoje um encontro entre responsáveis de todos os partidos com cadeira na Assembléia para discussão de medidas a serem adotadas.


