Prorrogado prazo para investigar possíveis fraudes
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de dezembro de 2003
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O grupo de trabalho que investiga possíveis irregularidades na gerência executiva do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Curitiba terá mais 60 dias para apresentar o relatório final. O prazo inicial terminou no sábado passado, mas os trabalhos foram prorrogados pelo Ministério da Previdência. O grupo de trabalho foi constituído para apurar a responsabilidade de funcionários em desvios de recursos do INSS que podem totalizar R$ 168 milhões.
Enquanto a auditoria não finalizar as investigações, o INSS não divulga nenhuma informação. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Previdência, em meados deste ano foram detectadas irregularidades na emissão de Certidões Negativas de Créditos (CDN's) e no tratamento concedido a algumas empresas no Paraná.
Mediante pagamento a alguns funcionários, as empresas poderiam comprar CDN's falsos, receber ''descontos'' ou zerar os valores devidos ao INSS. Esse trabalho foi feito pela força-tarefa da Polícia Federal (PF), Ministério Público (MP) federal e Receita Federal, que atua em vários estados.
No início das investigações, há dois meses, seis pessoas foram exoneradas de seus cargos. A sindicância vai apurar se houve responsabilidade desses funcionários, que podem perder os cargos no INSS e responder ação judicial. O Sindicato dos Auditores Fiscais do Paraná (Sinfispar) criticou o ministério pela divulgação dada ao caso.


