Londrina – A juíza substituta da 4ª Vara Criminal de Londrina, Claudia Bertolla, concedeu ontem a prorrogação da prisão temporária dos três suspeitos de extorquirem R$ 25 mil de um funcionário da Sercomtel. Carlos Eduardo de Oliveira Pacheco, de 30 anos, Arthur Fernando Barione, de 35, e Darci Santos, de 47, estão presos desde segunda-feira.
De acordo com o promotor Jorge Barreto, o pedido se fez necessário para a continuidade das diligências e o esclarecimento dos motivos da extorsão. Como os suspeitos estão presos, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) tem até terça-feira para finalizar o inquérito policial.
"Se este prazo não for suficiente poderemos pedir a prisão preventiva ou os três serão liberados da prisão", afirmou o promotor. O inquérito está a cargo do delegado do 4º Distrito Policial, Ernandes Cezar Alves, que foi designado pelo Gaeco especialmente para comandar este caso, já que o órgão está sem um delegado titular.
Para Barreto, ainda é cedo para apontar outros possíveis crimes, além da extorsão. "Não temos esta informação por enquanto de ampliação da investigação em relação a outras ilegalidades", frisou.
Uma quarta acusada, que também teve a prisão temporária decretada, segue foragida. Os suspeitos se passavam por policiais do Gaeco e exigiram dinheiro da vítima para não revelarem informações de documentos que apontavam supostas atividades irregulares. Além dos R$ 25 mil recebidos, os homens exigiam mais R$ 120 mil.

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